Publicado by virtualmediabr in Textos, Variedades | 0 comentarios
A SUPREMA REALIDADE DO EU SOU
Texto extraído do livro A SUPREMA REALIDADE DO EU SOU de Nirgunananda
Estar hoje em determinada situação é a prova da dualidade de que ontem se esteve em outra diferente e, amanhã se estará em outra ainda mais diversa.
O que importa é a capacidade de cada um em saber se aceitar como a Suprema Realidade.
Se você não se aceita como a Suprema Realidade que verdadeiramente você é, que esperança você tem para você mesmo e para os demais diante da mentirosa morte, ou mesmo diante de tudo o melhor que a vida possa lhe dar, se você não sabe quem você é.
Pare de sonhar e saiba que você é, esse seria o conhecimento verdadeiro, relembrar o que todos somos e não fazermos sonhar o que não somos.
Este ponto comum “EU SOU” está descoberto dentro de cada pessoa. É o si mesmo de cada uma, sua parte imutável e perene, que é exatamente igual em todas, sem exceção, não se excluindo os exploradores, nem os que roubam e matam.
Este ponto comum, o si mesmo, é chamado de “Eu Sou”. O “Eu Sou”, é a parte que a tudo observa, vigia e testemunha de dentro de cada pessoa e de cada forma consciente criada.
O “Eu Sou” é exatamente igual, perene e imutável em toda a Criação Manifestada e na parte Imanifestada é o Ser, o todo amorfo, auto existente, consciente desta existência de infinitas possibilidades e plenitude, o indizível infinito.
Portanto a parte é igual em qualidades ao todo, a fagulha igual ao fogo, a chispa igual ao Sol.
A missão do Eu Sou é ser o próprio Ser refletido em cada pessoa e, em cada forma na Criação, como ainda ser a própria pessoa, para a experimentação de tudo o que é criado. Para que sua missão seja cumprida, o Eu Sou a tudo experimenta, observa, vigia e testemunha do experimentado, passando para o Ser, a unidade de todos os “Eu Sou”, em si mesmo.
Assim sendo, como uma fagulha consciente do Ser, e enviado de si mesmo, o Eu Sou, é o próprio Ser impessoal e amorfo, Aquele, o Ser auto existente, auto consciente desta existência de infinitas possibilidades e plenitude, indizível e infinito, você mesmo, nós, eu, no aqui e agora.
Com esta descoberta do Eu Sou em si mesmo, se irá reforçando e ensinando a mente e consciência a cada instante a convicção do que diz a lei, de que todos somos interligados e interdependentes, oriundos da mesma fonte, da mesma substância perene e imutável que é a única consciência de Ser. E, que nos acompanha por todos os instantes de nossas vidas.
Enquanto houver dualidade há movimento e barulho ao infinito. Você como a Suprema Realidade é imobilidade e silêncio. Esta é a sua verdadeira natureza.
Nos momentos de introspecções, o sentido de Ser passa a vir tão intenso que você identificará, que este sentido de Ser se torna autêntico quando nada se pensa ou nada se faz, que é quando ele se revela como plenitude e testemunha de tudo.
Fiz muitas reflexões e introspecções sobre quando aquele sentido de ser, o “Eu Sou” se revela em sua plenitude, mas exatamente nos momentos em que não se pensa e nada se faz.
Esta descoberta do “EU SOU” nos faz saber o porque da inatividade de tantos mestres e discípulos orientais que meditam dia e noite em posturas fixas, exatamente para não perderem o sentido ininterrupto de Ser; Como se pudesse ao agitar a mente e mexer o corpo se esquecer de si mesmo.
O meu próximo passo foi descobrir como colocar na prática a inatividade do Ser, nas atividades ininterruptas da consciência e mente, para atender as atividades do meu dia a dia, onde eu teria que continuar trabalhando, estudando, comendo, dormindo e me relacionando normalmente, mas com minha consciência e mente inativas, mesmo que a verdadeira natureza da consciência e mente seja o movimento.
Para os ocidentais não há condição de viver o resto da vida em postura fixa sem trabalhar, temos que continuar nos movimentando para a aquisição do nosso sustento como família.
Eu já estava com a certeza que seria menos difícil a descoberta para colocar a inatividade nas minhas atividades, porque o mais difícil já tinha achado, Aquele, traduzido no sentido de “Eu Sou”, que se mantinha inativo, auto satisfeito, somente observando.
Eu já estava muitíssimo satisfeito por ter percebido isto, porque mesmo que eu não achasse como colocar a inatividade e imutabilidade do Ser nas atividades do dia a dia, eu logicamente tiraria as horas de descanso para praticar aquela yoga da inatividade dentro da atividade, onde eu entraria no estado introspectivo e me encontraria no estado de auto existência, consciência desta auto existência em plena paz e silêncio. Significando que enquanto eu pudesse ficar nos momentos de descanso eu estaria no estado chamado pelos orientais de samadhi.
Iniciei um trabalho muito forte de reflexões, introspecções e auto observação, sempre voltado para colocação em pratica daquela yoga da inatividade e imutabilidade do Ser, dentro das atividades e mutabilidade da minha consciência e minha mente, que chamei de yoga Nirguna Saguna, porque em sanscrito Nirguna significa imanifestado e Saguna Manifestado.
Para que eu continuasse internamente e confidencialmente muito satisfeito e super auto motivado ininterruptamente nesta nova meta, eu a chamei de Nirgunananda, onde Nirguna significa imanifestado e Ananda alegria e felicidade, mas com o sentido de plenitude e, a fiz ser o meu mestre Nirgunananda, que quer dizer Plenitude Imanifestada.
De um certo nível dos estudos lá de trás até então, eu já não tinha mais com quem partilhar, pela impossibilidade de diversos fatores, entre eles o financeiro, porque seu eu tivesse disponibilidade eu iria até aonde fisicamente os mestres estão e faria minhas consultas em me submeter em provas do conhecimento, para isso sei que não é só o dinheiro é também o fator tempo. Mas o que eu não nunca tive foi tempo e dinheiro para isso.

